Pecados De Guerra – A Sobrevivente: Depois de vários anos de conflitos, a grande guerra mundial finalmente terminou e o recomeço foi devastador para milhões de indivíduos. Milhões de refugiados de guerra se espalharam pelo mundo, dando início a uma nova era.
Naquela época, no ano de 1999, a bela cigana Marli Cristina, residente no Brasil e casada com um proeminente político brasileiro, levava uma vida requintada, tentando esquecer os horrores que vivenciara durante um período de sua vida que ela desejava apagar para sempre de sua memória.
Nada melhor do que uma viagem de férias pelas costas argentinas para um merecido descanso após uma campanha eleitoral bem-sucedida em que seu marido foi vitorioso. No entanto, um evento imprevisto pôs fim à viagem após alguns dias visitando locais encantadores para desespero de todos. Marli Cristina sumiu misteriosamente ao sair pelas ruas de Purmamarca para adquirir alguns artesanatos. Não havia nenhuma indicação do seu paradeiro, tornando-se um enigma para todos os presentes.
Marli Cristina seguia pelas ruas sem pavimentos da cidade quando latidos de um cão despertaram em si algumas lembranças que ela queria ter apagado a muito tempo mas o silvar de um assobio chamando pelo cachorro entrou em sua mente fazendo com que ela sentisse que aquele chamado era também para ela, uma leve vertigem e então visualizou aquela figura daquele homem atlético que caminhava a sua frente levando um enorme pastor alemão pela guia , um misto de desejo e insanidade invadiu sua alma então ela começou a seguir aquele homem que em nenhum momento se dera ao luxo de olhar uma única vez para traz .
Ela não vira seu rosto mas os ombros largos os cabelos alourados o caminhar com passos firmes parecia ser ainda de um militar Marli sabia quem era aquela pessoa pois reconhecera o cheiro daquele homem que exalava em suas narinas que ela reconheceria entre outros mil e seguia igual uma cadela no cio aquele macho que a muito a pervertera e a transformara .
Em uma rua deserta, um homem estacionou em frente a um carro azul, abriu a porta dianteira e o cão se acomodou no banco. Ela se aproximou, cabisbaixa e tremendo. Quando seus olhares se cruzaram, ela perdeu a consciência e foi amparada por ele, que a colocou no banco traseiro ou melhor, no chão entre os bancos, a envolveu com uma manta e, gradativamente, o carro se afastou, deixando a bela Pumamarca para trás.
Não soube precisar quanto tempo ficara desacordada sentiu seu corpo dolorido pela incomoda posição que ficara se mexeu dando um leve suspiro e tremula ofegou quando a voz do seu algoz autoritária como a algum tempo atrás ordenou
FICA QUIETA VAGABUNDA NÃO SE MEXA.
MARLI sentiu sua buceta húmida quando se encolheu obedecendo aquela ordem, enquanto o carro deslizava por uma estrada a levando para um destino incerto onde tudo com certeza voltaria a acontecer.